Gaza: os fatos ·
Matar as testemunhas: jornalistas e paramédicos em Gaza
Israel matou mais jornalistas do que qualquer outro governo desde o início dos registros. Paramédicos foram mortos em ambulâncias identificadas e enterrados na areia.
A guerra mais letal para jornalistas
Segundo o Comitê para a Proteção dos Jornalistas, 189 jornalistas e profissionais de mídia palestinos foram mortos em Gaza desde outubro de 2023. Israel matou mais jornalistas do que qualquer outro governo desde que o CPJ começou a coletar dados, em 1992. O CPJ chama isso de "o esforço mais letal e deliberado para matar e silenciar jornalistas" que já documentou.
Jornalistas estrangeiros foram impedidos de entrar em Gaza de forma independente, deixando os repórteres palestinos como as únicas testemunhas no local.
Os paramédicos de Rafah
Em 23 de março de 2025, forças israelenses atiraram contra um comboio de ambulâncias e um caminhão de bombeiros perto de Rafah. Quinze socorristas foram mortos: paramédicos do Crescente Vermelho Palestino, agentes da Defesa Civil e um funcionário da ONU. Os corpos foram encontrados uma semana depois, enterrados com os veículos esmagados em uma vala comum na areia. Um vídeo recuperado do celular de um dos paramédicos mostrava os veículos circulando com as luzes de emergência acesas.
O Hospital Nasser
Em 25 de agosto de 2025, ataques israelenses atingiram duas vezes seguidas o Hospital Nasser, em Khan Younis, matando pelo menos 20 pessoas, entre elas cinco jornalistas que trabalhavam para agências como Reuters, AP e Al Jazeera.
Por que isso importa
Matar jornalistas e socorristas elimina quem registra o que acontece. NAZA traz o testemunho do outro lado: os oficiais que observavam Gaza por telas descrevem o que foi feito e como foi aprovado.
Assista a NAZA
"Naza" é a gíria militar israelense para danos colaterais: o número de civis que um oficial pode matar num ataque. Neste documentário, 24 oficiais de inteligência e soldados israelenses, muitos das unidades mais prestigiadas do exército, explicam como esse número foi definido, aprovado e ultrapassado em Gaza. Seus rostos e vozes estão disfarçados.
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